terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012.

«(...) Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, (...).
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, (…).
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho (…), a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer

Margarida Rebelo Pinto

domingo, 18 de dezembro de 2011

Antónimo de apontamento.

As palavras nos conquistam temporariamente,
mas as atitudes se ganham ou perdem para sempre,
nem que seja aos poucos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mantém-te Original.

Equívoco incessante.



Se a fraqueza da mágoa nos domina,
nos empurra a tomar decisões extremistas,
o impossível deixa de ser sinónimo de difícil.
A maneira de contornar essa debilidade é
usufruir do superior espaço de manobra que nos foi facultado,
aproveita-lo para nos deixar levar e quem sabe…
apaixonarmo-nos.
Porque sim,
quando a escolha for entre a mágoa e a visão de paraíso d’algo novo,
obrigatoriamente terá de recair na segunda opção!
É sinal de que a sempre primeira opção não valia realmente todo o tempo de empenho,
senão não existiria uma segunda.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Falha.

"Eu não quero ver, o mundo inteiro, pronto a esquecer que tem alguém, que não tem tratado bem."

Paulo de Carvalho