quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mazelas.

“Um mestre oriental viu um escorpião que se afogava e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião lhe picou. Como reação à dor, o mestre soltou-o e o animal caiu na água e, de novo, estava se afogando.
 O mestre tentou tirá-lo outra vez, e novamente o escorpião o picou.  

Alguém que tinha observado tudo, aproximou-se do mestre e disse:
 - Perdão, mas você é muito teimoso! Não entende que cada vez que tentar tirá-lo da água, ele o picará?

O mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar e isso não muda a minha natureza, que é ajudar. Então, com a ajuda de um ramo, o mestre retirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida.
 

Não mude a sua natureza se alguém lhe magoar. Apenas tome as devidas precauções.”

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pawell.

 
Sabes que vais dar um pouco de ti. 
Sabes que enfrentaste os teus medos para isso.  Sabes que alguém vai viver porque tu te preocupaste.
Não sabes quem, mas sabes que existe. 
Sabes que cresceste com o objetivo de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste. 
E sabes que é isso que fazes.
 22/02



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

silence.

"Hoje? Poshhh..."

Finalmente, quase passados 5 meses, decidiste escrever isto...
Sabes que foste abandonada por todos naquele dia. Por aqueles que dormiam, por aqueles que trabalhavam e por aqueles que simplesmente não queriam saber.
Sabes que engoliste o mundo para lá estar. 
Sabes que as tuas pernas não paravam de tremer. 
Estavas com medo. 
Tinhas receio de que o pior acontecesse.
No entanto, estavas a fazer o teu dever!
Agora já passou... quase passou o susto, quase passou a mágoa.
Mas... mas ele não passou. O agradecimento não passou. O agradecimento da tua avó continua e não desaparecerá. Afinal, ela também estava com medo e eu fui a sua salvação.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DESsimbolismos.

Abre a menta à mudança.
Abre a mente ao esquecimento. 
Abre a mente a novas veracidades. 
Olha para o dia de hoje, e vê que é apenas «mais do mesmo», 
é apenas mais um dia, um dia como outro qualquer. 
Não importa em que mês estamos, 
não importa que dia da semana é, 
nem importa o numérico dele...
Bem, a mente já foi aberta ao esquecimento.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sempre choraste sozinha, sentada no tapete, agarrada à almofada, fazendo da cama um encosto duro. Ninguém precisa de ti, és fácil de deixar para trás, acostuma-te, e volta para o teu lugar de solidão.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ppppffff




          E no final, és apenas um acessório velho, um mísero anel na imensidão de um guarda-roupa infindável de coisas novas, expostas e arrumadas nas primeiras prateleiras. Estás perdida. Também já não tinhas brilho Catarina. Foste o guarda-roupa inteiro. Foste. Já não o és mais faz tempo.

           E tu esbordas. Esbordas pelos olhos. Estás sozinha, estás sozinha na escuridão de uma noite de trovoada repleta de nuvens carregadas e pretas.
Parece irónico a ausência triste de cor, não é?

             Acustuma-me!




Ass: O teu subconsciente